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Projeto +20 ideias para Girar o Mundo: debates para um mundo sustentável.

 

http://eventos.unesco.org.br/20ideias/index.php

O projeto constitui-se de 20 mini-conferências, gravadas em vídeo, cada uma com a duração de até 7 minutos. Os participantes expressam suas opiniões livremente, com abordagens pessoais sobre o desenvolvimento sustentável e as prioridades para o Brasil e o mundo. As opiniões expressas pelos participantes não representam posições oficiais da UNESCO ou de seus parceiros.

Esta é uma iniciativa da UNESCO em parceria com a Pacto Audiovisual, a TAL-Televisão América Latina e a Petra Energia.
Os participantes do projeto foram provocados pelas seguintes questões:

1.    Qual é o seu conceito de sustentabilidade?
2.    Como podemos tornar o mundo mais sustentável, tendo em mente as três dimensões da sustentabilidade – a econômica, a ambiental e a social – tanto no Brasil quanto no mundo?
3.    Quais deveriam ser as prioridades e por onde devemos começar?
4.    Qual é a responsabilidade do indivíduo na construção da sustentabilidade?

Conheça os participantes.

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UNESCO: O que é Educação para o Desenvolvimento Sustentável ?

O editorial reproduzido a seguir foi publicado no número 4 do informativo eletrônico Correio da UNESCO.

Clique aqui para conferir a edição completa com artigos voltados para o tema educação para o Desenvolvimento Sustentável no mundo.

Este editorial foi escrito por Nicholas Burnett, Diretor-Geral Adjunto da UNESCO para a Educação.

O que é Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS)?
É uma educação destinada a preparar o futuro. Ela pretende nos tornar capazes de enfrentar os principais desafios da atualidade: a proteção do meio ambiente, o respeito pela biodiversidade e a defesa dos direitos humanos.
Há pouco mais de 20 anos, a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento lançava um apelo para que fosse adotado um “modo de desenvolvimento suscetível de responder às necessidades do presente sem comprometer a capacidade de resposta das gerações futuras diante de seus próprios problemas”. Assim, encontrava-se resumida a essência do desenvolvimento sustentável: uma visão de longo prazo que nos incentiva a assumir nossas responsabilidades no presente e, ao mesmo tempo, no futuro.Esta tomada de consciência levou uma boa parte dos Estados-membros a adotar, em 2000, os oito Objetivos do Milênio para o Desenvolvimento que visam a erradicar a pobreza extrema e a fome, a melhorar a saúde da mãe e da criança, a combater o HIV e a Aids, a concretizar o ensino primário para todos, a promover a igualdade entre os sexos e a garantir um meio ambiente sustentável. Ora, estamos convencidos de que, sem o apoio da educação, nenhum desses objetivos será alcançado; por isso, em 2005, procedeu-se ao lançamento da Década das Nações Unidas para a Educação em favor do Desenvolvimento Sustentável (DEDS).

Efetivamente, a EDS reorienta o aprendizado em vários níveis: em primeiro lugar, exige uma abordagem interdisciplinar, integrando as dimensões social, ambiental, econômica e cultural do desenvolvimento, assim como levando-nos a tomar consciência de nossa interdependência em relação às outras pessoas, ao mundo circundante e à natureza. Deste modo, ela pretende nos tornar capazes de enfrentar desafios da atualidade tais como proteção do meio ambiente, respeito pela biodiversidade e defesa dos direitos humanos. Ela facilita, também, o desenvolvimento tanto do pensamento crítico quanto da capacidade de decisão e de resolução de problemas, ao mesmo tempo que incentiva o diálogo, o trabalho em equipe e o espírito de iniciativa. Por último – e este é, sem dúvida, o aspecto mais importante –, ela faz sobressair as noções de paz, igualdade e respeito pelos outros, assim como pelos ambientes natural e social. Em outras palavras, ela visa a nos dar autonomia com a oferta de conhecimentos, competências e valores que façam de nós verdadeiros agentes da mudança.

A Conferência Mundial da UNESCO sobre a Educação em favor do Desenvolvimento Sustentável, realizada em Bonn (Alemanha), de 31 de março a 2 de abril, mostrou que numerosos países já implementaram quadros estratégicos inovadores em favor da EDS. A Década incentivou os países a repensar os objetivos da educação, os conteúdos dos programas escolares e as práticas pedagógicas em complementaridade com os esforços despendidos para realizar o Educação para Todos (EPT).

A Década tem engendrado uma série de iniciativas e de projetos que colocam em prática o EDS tanto no âmbito escolar quanto no extra-escolar. Apesar disso, os progressos permanecem desiguais e devemos perseverar na sensibilização do público em geral. Hoje, devemos juntar nossas energias para que a EDS seja estabelecida como linha diretriz que permita melhorar a pertinência e a qualidade da educação graças ao compromisso de dirigentes políticos, de estabelecimentos de formação dos docentes, de universidades e de outros importantes parceiros. Devemos, igualmente, tirar proveito de todas as oportunidades para insistir sobre a centralidade da EDS.

A educação deverá fornecer respostas para a crise atual

A crise financeira e econômica nos induz a aplicá-la sem mais tardar. Não conseguiremos reduzir a pobreza e construir sociedades mais equitativas, duradouras e focalizadas na paz se não dotarmos os indivíduos, em todas as épocas da vida, com conhecimentos, competências e valores que lhes permitam informar-se e tomar decisões de maneira responsável. Uma educação de qualidade que facilite a tomada de consciência, a abertura, a solidariedade e a responsabilidade deve fazer parte de qualquer resposta à atual crise mundial.

Como é demonstrado por esta edição do Correio, a mobilização de alunos, professores, escolas e comunidades para enfrentar os desafios sociais e ambientais constitui o primeiro passo para superá-los. Mas, acima de tudo, é necessário que os dirigentes e os tomadores de decisão estabeleçam as condições indispensáveis a fim de que a educação se oriente para a construção de uma maior equidade entre as sociedades.

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