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Levando jovens cientistas para o público de massa? Quadro “Jovens Inventores” do Caldeirão do Huck.

O programa de auditório da Rede Globo Caldeirão do Huck começou recentemente a exibir um novo quadro denominado “Jovens Inventores”, mostrando as histórias e os projetos de jovens cientistas de todo o país. As 3 primeiras semanas do quadro incluíram a participação de jovens que participaram da FEBRACE e da MOP.

A semana de estréia do quadro em 23/11, o programa destacou a pesquisa de Letícia Vinhal Pereira, Matheus Pains Soares Santana e Welles Júnior de Oliveira de Patos de Minas de Minas Gerais que participaram da FEBRACE 2013, com esta pesquisa, então entitulada “O incrível quiabo – na medicina ele ganhou superpoderes”:

‘Inventores’: quadro estreia no Caldeirão do Huck e premia boas ideias pelo Brasil

Imagem

A segunda semana (30/11) o quadro destacou a pesquisa realizada pelos estudantes Antonio Tôrres Geracino, Francisco Jociel de F. Fernandes e Huguenberg de Oliveira Santos de Apodi, Rio Grande do Norte, entitulado “Uso de Cera de Abelha no Revestimento de Frutos” na FEBRACE 2013,  onde foram premiados com o Primeiro Lugar em Ciências Agrárias e também reconhecidos com o Primeiro Lugar em Empreendedorismo:

Inventores do Rio Grande do Norte criam cera que conserva frutas

cera

Neste mais recente final de semana, no terceiro episódio deste quadro, o programa destacou o projeto SISMAR  – Sistema Integrado a Sensores de Monitoramento de Áreas de Risco de Isaias P. Campos Júniior, participante das MOP 2012 e 2013, bem como de diversas edições da FEBRACE.

Alarme que alerta sobre desabamentos é premiado no Caldeirão

Parte 2 e Parte 3 do quadro com Isaias.

sismar

Apesar da definição “Inventores” parecer reducionista para definir jovens que estão trabalhando com pesquisa e desenvolvimento de projetos seguindo o método científico ou o método de engenharia, é ao mesmo tempo gratificante ver o público em massa reconhecer neles exemplos a serem seguidos. Como é comum em nossos discursos, o “Brasil não é só feito de samba e futebol, mas também podemos fazer ciências e engenharia”, com jovens precisam receber mais estímulo e valor.

As próximas semanas, o quadro continuará a destacar outros personagens, incluindo outros participantes da MOP e da FEBRACE, não deixe de conferir e se você acha que é uma iniciativa válida, não deixe de escrever a produção do programa e a Rede Globo que você quer ver mais iniciativas como esta.

Paralelamente continuaremos nos nossos esforços de descobrir jovens talentos em todos o país. Você pode também nos ajudar a espalhar isto. Confira:

MOP 2013 divulga os finalistas premiados.

O Comitê de Seleção da FEBRACE estará se reunindo nos próximos dias para definir os finalistas participando pela submissão direta, que se juntarão aos finalistas já selecionados pelas Feiras Afiliadas da FEBRACE para participarem como os Finalistas da FEBRACE 2014. A FEBRACE divulgará a relação de finalistas que participarão da Mostra de Finalistas em Março de 2014 no dia 18/12 no site oficial da FEBRACE: www.febrace.org.br

Não sabe por onde começar, não deixe de conferir a nova ferramenta lançada pela FEBRACE em parceria com a Intel do Brasil a plataforma de Aprendizagem Interativa em Ciências e Engenharia – APICE, lançado oficialmente alguns dias atrás, de uso gratuito: http://apice.febrace.org.br/

E para recapitular, confira abaixo (e compartilhe) o vídeo resumo de 11 anos da FEBRACE – Feira Brasileira de Ciências e Engenharia. Isto vai muito além de uma feira de ciências, é um programa continuo:

 

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“Fica aqui, o aprendizado para nunca desistir de uma idéia, mesmo que seja tida como absurda!” – Dica de Lucas Trambaiolli.

Lucas Trambaiolli foi finalista da FEBRACE 2006 e 2007,  atualmente estudante da UFABC e desenvolve uma pesquisa com inteligência artificial relacionada a diagnóstico clínico, com colaboração do Centro de Referência em Distúrbios Cognitivos do Hospital das Clínicas. (Conheça um pouco sobre sua linha de pesquisa).

Segue a mensagem abaixo, com um dica valiosa do Lucas.

Lucas Trambaiolli - 2007 / Atualidade

Lucas Trambaiolli de 2007 aos dias atuais.

 

Em 2006/07,  eu tinha 17 anos, conhecimento limitado, mas vontade de fazer ciência!

Propus um projeto de estimulação do córtex visual com corrente alternada, que foi prontamente negado por quem ouviu a proposta, pois: “com certeza não funcionaria sem trazer riscos aos participantes”… Acabei desistindo da idéia!

Passados alguns anos, vejo grupos importantes publicando trabalhos usando este conceito:

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23813466

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23478342

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22124032

Fica aqui, o aprendizado para nunca desistir de uma idéia, mesmo que seja tida como absurda!

Você encontra o resumo do projeto apresentado pelo Lucas em 2007  nos Anais da FEBRACE 2007. Lucas esteve entre os finalistas selecionados pela FEBRACE para representar o Brasil na Intel ISEF 2006 (Indianapolis) e 2007 (Albuquerque).

Lucas Trambaiolli é autor do livro infantil A GUERRA DAS CORES, publicado pela Editora Uirapuru.

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Quin Etnyre com apenas 12 anos e professor?

A revista Popular Science publicou em sua edição de Setembro de 2013, a história do jovem Quin Etnyre.  Vale a pena conferir a matéria na íntegra (em inglês) disponível no site da revista.

De forma resumida, o jovem descobriu aos 11 anos a plataforma Arduído como uma solução para criação e programação com muito mais opções de libertadade do que outras plataformas. Agora, com 12 anos ele acumula uma série de funções, como a de professor instruindo pessoas muito mais velhas que ele no uso do Arduíno, empresário com a criação de sua empresa Qtechknow que permite a ela comercializar o kit de sensores que ele desenvolveu e um catalisador de mudanças em sua comunidade.

A matéria também menciona outros jovens de grande potencial como Sylvia Todd também de 12 anos, que possui um canal no Youtube, onde ela ensina seu público projetos variados que podem ser desenvolvidos em casa:  http://www.youtube.com/user/SuperAwesomeSylvia

Quin conduzindo um de seus cursos regulares. Fonte: Popular Science, Set/2013

 

 

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Para Reflexão: “A ciência brasileira não é feita por cientistas”.

O trecho abaixo foi extraído da matéria publicada no site da Agência Gestão CT&I,  leia a matéria compelta de Camila Cotta neste link.

“Não posso dizer que neurocientista é minha profissão, porque a minha profissão de cientista não existe no Brasil. Não está na tabela das profissões regulamentadas pelo Ministério do Trabalho (MTE). Para poder atuar como cientista, eu atuo como professora de nível superior, eu literalmente faço ciência nas horas vagas”, afirma a professora e neurocientista do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Suzana Herculano-Houzel.

A maior parte da ciência no Brasil por professores universitários ou por pessoas que não tem emprego nenhum, jovens cientistas chamados estudantes de pós-graduação. “A produção científica cresce ao longo dos anos por causa do número de mestres e doutores que são formados no Brasil. São esses jovens que produzem o conhecimento cientifico”, disse.

 

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Projeto científico de estudante de 13 anos leva “Hello Kitty” para o espaço sideral.

 

Fonte:  http://abcnews.go.com/blogs/technology/2013/02/girl-blasts-hello-kitty-doll-into-space/

Um boneco da Hello Kitty viajou 28.540 metros para o espaço sideral e retornou ao planeta, graças aos esforços da estudante 13 anos  Lauren Rojas  da cidade de Antioch, California, EUA.

Este feito foi alcançado com o uso de um kit de balões, cameras e um rastreador de satélites como parte de seu projeto de ciências. A estudante cursando a 7a série, tinha como objetivo demonstrar idéias de inovação, colaboração e descoberta para crianças.  A inspiração de seu projeto entitulado “The effects of altitude on air pressure and temperature” – “Os efeitos da altitude na pressão  e na temperatura”,  veio ao assitir um comercial que mostrava o lançamento de balóes, e ela pensou que ela poderia fazer o mesmo com um boneco da personagem Hello Kitty, permitindo que ela testasse estas variáveis como parte de seu projeto de ciências para a feira de ciências de sua escola que acontecerá no dia 12 de fevereiro.

A ousadia da estudante, surpreendeu inclusive seus professores da Cornerstone Christian School.

Você pode assitir ao vídeo que a Lauren produziu sobre o seu projeto e que estáse espalhando de forma viral ao redor do mundo.

Fontes e maiores detalhes: CBS News e ABC News

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Vale a pena ler: “O Menino que descobriu o vento”.

Conheça a história de William Kamkwamba, nascido no Malauí, um dos países mais pobres da África.  Em 2001, quando tinha 13 anos, a região onde morava foi assolada por uma seca e a plantação de sua família acabou devastada. Sem poder pagar os oito dólares anuais por sua educação, William foi forçado a deixar a escola e a ajudar a família num momento em que milhares de pessoas pelo país morriam de fome. Apesar de todos os obstáculos, o adolescente encontrou numa pequena biblioteca próxima a sua casa o caminho para persistir em seus sonhos.

O testemunho do jovem autodidata que, com muita curiosidade e imaginação, conseguiu vencer as adversidades para melhorar a vida de todos a sua volta é o mote do livro “O Menino que Descobriu o Vento“.  Nele, William conta como descobriu pela leitura dos livros o funcionamento dos moinhos de vento. O menino decidiu apostar num projeto audacioso: construir um aparato para oferecer à família eletricidade e água encanada, luxos aos quais apenas 2% da população do Malauí têm acesso.

Ao utilizar materiais improvisados, recolhidos em ferros-velhos, William conseguiu construir dois moinhos que mudariam sua vida por completo. “Não podia aceitar aquele destino como futuro”, aponta o autor sobre o que o motivou a persistir na ideia por quatro anos.

“Mesmo sem poder frequentar a escola, ia com regularidade a uma biblioteca e, ainda que tivesse dificuldade para ler em inglês, conseguia compreender os livros por meio de imagens e diagramas. Dessa maneira, pude construir um circuito elétrico que seria o primeiro passo para o moinho”, explica William, que foi taxado de louco por amigos e parentes. “Respondia às pessoas dizendo que o moinho existia nos livros e que, portanto, era um sonho possível”, sentencia.

Confira abaixo a apresentação que William realizou no evento TED Global 2007 que levou a sua história para o mundo e a apresentação que ele realizou 2 anos depois no TED Global 2009,  que marcou a publicação original do livro:

Originalmente publicado com o título “The Boy who Harnessed the Wind” em 2009, o livro foi traduzido e publicado em português em Agosto de 2011 pela Editora Objetiva.

Para mais informações sobre William Kamkwamba visite o seu site: http://williamkamkwamba.typepad.com/

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Miguel Nicolelis: “As crianças precisam ter acesso à educação científica, à iniciação científica”.

Confiram a seguinte entrevista com um dos ícones da ciência brasileira, Miguel Nicolelis.

Esta entrevista foi publicada no jornal O Estado de São Paulo no dia 08/01/2011 e é uma válida reflexão sobre o futuro da ciência no Brasil:

Miguel Nicolelis: “Hoje, nós precisamos de cientista que joga futebol na praia de Boa Viagem. Precisamos do moleque que está na escola pública. As crianças precisam ter acesso à educação científica, à iniciação científica”.

Fonte:  Estado de São Paulo.

‘Integração entre cérebro e máquinas vai influenciar evolução’

Para Nicolelis, corpo não vai mais limitar ação da mente sobre o mundo. Pesquisador também comenta os desafios impostos à ciência no País pela burocracia e desorganização

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