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Professor Sergio Rezende é premiado pela Fundação Conrado Wessel.

O Prêmio FCW é anual e reconhece a personalidade ou entidade de maior destaque nos campos de Ciência, Medicina e Cultura do país.  Professor Sérgio Resende é o premiado na categoria Ciência por indicação da UFPE.

A Fundação Conrado Wessel (FCW) foi criada em 1994, após o falecimento do fotógrafo Ubaldo Augusto Conrado Wessel, que explicitou em testamento seu desejo de criar uma fundação voltada para a filantropia, o fomento e apoio às atividades culturais, artísticas e científicas no Brasil. A Fundação distribui, anualmente, desde 2003, mais de R$ 1,2 milhão em prêmios, por meio do Prêmio FCW de Arte, Ciência e Cultura. 

Alguns detalhes adicionais sobre o prêmio podem ser encontrados aqui.

Confira abaixo um breve depoimento de Sérgio Resende concendido 2010, na ocasião como Ministro de Ciência e Tecnologia (o depoimetno começa na marca dos 4 minutos e 11 segundos:

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“Ciência, saúde e esporte”- Tema da SNCT 2013.

Ampliar as atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) para mais municípios em 2013. Essa é a expectativa da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secis/MCTI), coordenadora nacional do evento, que comemora o recorde de atividades cadastradas na nona edição deste ano.

Ao adiantar que a temática “Ciência, saúde e esporte”, da SNCT 2013, será discutida com as instituições parceiras, o secretário ressaltou a importância do evento como instrumento de divulgação da ciência, que deve ser “uma aliada fundamental para um país que pretende ter um desenvolvimento democrático, soberano e inclusivo”.

Na avaliação de Pacheco, para adquirir relevância, a ciência precisa ser produzida em grande quantidade. “Tem que ser como o futebol no Brasil, que se destacou mundialmente por possuir, em cada esquina, um campinho de futebol, onde as crianças podiam revelar o seu talento”, comparou.

Na abertura da semana em Brasília, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, anunciou que o tema da SNCT 2013 está em sintonia com os eventos esportivos que serão realizados nos próximos anos – Copa das Confederações (2013), Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016).

Na avaliação do diretor do Departamento de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia da Secis e coordenador nacional da SNCT, Ildeu Moreira, a semana precisa ganhar mais capilaridade no país. “Alguns estados, como é o caso do Amazonas, já atingem a todos os municípios”, afirmou, acrescentando que Rio de Janeiro, Espírito Santo, Ceará, Pernambuco e Minas Gerais também merecem destaque, em razão da quantidade de cidades envolvidas na semana. Para ele, a temática pode contribuir para a expansão das atividades.

“Além de ter muito apelo junto a jovens e crianças, o tema do evento do ano que vem deverá envolver um número maior de escolas, que é o nosso desafio”, afirmou Moreira, que espera, dentro de 20 anos, “atingir todos os municípios brasileiros”.

Fonte: MCTI

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Arquivos da Revista Super Interessante disponibilizados para consulta.

Os editores da Revista Super Interessante liberaram para leitura e consulta,  todo o conteúdo das edições antigas da revista, no período de 1987  até as edições mais recentes.

É só acessar o Super Arquivo, depois clicar no Ano de seu interesse, escolher a Capa da Revista, e acessar todo o seu conteúdo.

http://super.abril.com.br/superarquivo

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SciArt Series: celebrando inovações com arte.

Para celebrar o potencial de inovação de estudantes de várias nações, a Intel convidou 50 artistas e os combinou com 50 finalistas da Intel ISEF 2012, pra criarem obras de arte originais inspiradas em seus projetos.

A galeria virtual com estas artes pode ser visitada no site:  http://sciart.intel.com. No momento foram publicadas 25 destas das 50 criações, com novas peças sendo reveladas a cada 4-5 dias.

Dentre as peças já divulgadas inclui a tipografia “Em Seus Pés” (On Your Feet) dos artistas de Nova York, Clement Valla e Megan Feehan, baseado no projeto “REVO FOOT II – prótese ortopédica de baixo custo para amputados de membro inferior produzida com materiais recicláveis” dos estudantes de RS, Lucas Strasburg Ferreira e Eduardo Trierweiler Boff.

De acordo com os artistas:
“Decidimos explorar a idéia da prótese ortopédica, limitando-nos a usar uma única fonte. Nós definimos uma tipografia para os pés e criamos uma espécie de prótese para a fonte. Uma vez que a prótese foi desenvolvida com material reciclável, nós usamos recortes de pedaços de fontes para representar o material reciclado. Para criar a peça que criou a fonte de prótese foi utilizado o Adobe Illustrator. Para os materiais reciclados, desenvolvemos um software para cortar e organizar pedaços das letras para nós. “

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Analfabetismo científico

Analfabetismo científico

Carlos Orsi

A edição da revista Science que circula esta semana traz uma série de artigos sobre “alfabetização científica”, ou como transmitir para a população em geral — e para as crianças, em particular — o mínimo de conhecimento científico necessário para navegar no mundo contemporâneo.

O analfabetismo científico é um problema em praticamente todo o mundo. Com o agravante de que, diferentemente do analfabetismo literal, muitas vezes não chega a ser reconhecido como um problema, mesmo entre as parcelas mais educadas e/ou poderosas da sociedade.

Parafraseando um antigo aforismo de C.P. Snow, um milionário que ignore quem foi Machado de Assis acaba visto como uma figura folclórica, excêntrica; um que ignore a segunda lei da termodinâmica é só mais um cara normal. Além, claro, de uma ótima vítima para esquemas de moto-perpétuo.

Este, aliás, é um ponto que passa em branco na maioria dos discursos sobre a alfabetização científica: quando se reconhece o valor do ensino e da divulgação da ciência, o foco costuma repousar sobre os benefícios econômicos — pesquisa e desenvolvimento,  novos produtos, engenharia — que são, evidentemente, reais e importantes. Mas pouco se fala sobre a educação científica como fator de cidadania e, se me permitem o termo, de defesa pessoal.

Mais do que uma instituição acadêmica ou de um conjunto de princípios, leis e teorias a assimilar, ciência é um método, uma disciplina, uma postura. De forma bem resumida, é o hábito de não aceitar afirmações como verdadeiras sem prova, e de avaliar criticamente toda prova apresentada. Ciência, enfim, é uma ferramenta de detecção de falsidades e de busca da verdade.

Tão ou mais importante do que conhecer os resultados obtidos por essa ferramenta é familiarizar-se com o instrumento em si. Empunhá-lo, acostumar-se com seu peso, ver como sua lâmina é afiada e, por fim, aprender a usá-lo no dia-a-dia, ao lidar com coisas tão díspares quanto promessas de políticos, discursos de autoajuda, comerciais de produtos milagrosos, ofertas de crediário, terapias e, sim, esquemas de moto-perpétuo.

Um do artigos da Science trata, aliás, exatamente disso: Jonathan Osborne, da Universidade Stanford, queixa-se de que há muito pouco debate crítico nas aulas de ciências.

“Como uma das marcas registradas do cientista é o ceticismo crítico e racional, a ausência de oportunidades para desenvolver a capacidade de pensar e discutir cientificamente parece ser uma fraqueza significativa na prática educacional contemporânea”, escreve Osborne.

Há alguns anos, a jornalista de ciência do New York Times Natalie Angier escreveu um livro — premiado — chamado The Canon (”O Cânone”), que buscava explicar o que há de mais básico na ciência atual. A partir de um primeiro capítulo sobre, exatamente, o pensamento científico, a obra se lança numa exploração da matemática, biologia, física, química, geologia e astronomia.

São pouco mais de 260 páginas e não creio que tenha sido traduzido, infelizmente. Mas se todos tivessem contato com as ideias e princípios que descreve, este seria um mundo com menos vítimas e melhores cidadãos.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/carlos-orsi/2010/04/22/analfabetismo-cientifico/

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Acelerador de gente

Acelerador de gente

Socióloga que estudou os pesquisadores do LHC diz que experimento elimina noções tradicionais de autoria e prestígio

JOSÉ GALISI-FILHO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Ao visitar o LHC (Grande Colisor de Hádrons) em abril de 2008, o físico escocês Peter Higgs pôde contrastar sua dimensão humana com a escala gigantesca da maior máquina já construída pela humanidade. 
Se a hipótese de Higgs estiver correta, os dados que começaram a jorrar nas últimas semanas do LHC fornecerão a última peça no quebra-cabeças do modelo padrão, a teoria da física que explica a matéria. Mas a saga do LHC é resultado do trabalho de gerações de pesquisadores, cujos nomes finalmente se diluirão na “simbiose homem-máquina” de um novo paradigma, pela primeira vez realmente global, de cooperação cientifica. 
Para Karin Knorr Cetina, professora de sociologia do conhecimento da Universidade de Konstanz, Alemanha, o experimento é, antes de tudo, um “laboratório humano” numa escala sem precedentes na história da ciência moderna. 
Cetina passou 30 anos observando os pesquisadores do Cern (Centro Europeu de Física Nuclear), laboratório na Suíça que abriga o LHC, numa espécie de estudo “etnológico” da tribo dos físicos, seus usos e costumes. Segundo ela, noções tradicionais na ciência, como carreira, prestigio e autoria, deixam de ter qualquer significado no modelo de produção de conhecimento do Cern. 
Da Universidade de Chicago, EUA, onde é pesquisadora visitante, Cetina falou à Folha:

FOLHA – O que há de novo na forma de produzir conhecimento no Cern, e como isso se compara com as humanidades?
KARIN KNORR CETINA – O novo é a dimensão, a duração e o caráter global do experimento. A estrutura dos experimentos é um experimento em si mesmo, com um caráter antecipatório de um tempo global e de uma sociedade do conhecimento. 
Poderíamos, talvez, fazer uma comparação com aquele espírito arrojado e inovador no desenvolvimento do supersônico Concorde nos anos 1960, que sinalizou uma ruptura de época. Mas não se pode responder com uma simples frase ao “como” esse experimento é coordenado. 
Há muitos mecanismos particulares que sustentam o projeto e o transformam numa espécie de “superorganismo”, na íntima colaboração de mais de 2.000 físicos com o gigantesco LHC, que eles mesmo projetaram e no qual, finalmente, trabalham juntos. 
Um mecanismo muito importante são as publicações coletivas em ordem alfabética. Quem é privilegiado não é o “gênio”, o autor, ou pesquisadores destacados em suas áreas. Um outro mecanismo é que o experimento mesmo, e não os autores, é “convidado” para as conferências internacionais. 
Os atores individuais são apenas os representantes daquilo que produziram em conjunto. Um outro mecanismo é que os participantes se encontram, por exemplo, durante toda uma semana no Cern, e esses encontros são organizados de tal maneira que todos possam e devam ser informados sobre tudo que ocorre. Estabelece-se, assim, uma espécie de consciência coletiva do “conhecimento compartilhado”. 
Como poderíamos comparar isso com as ciências humanas? Alguns diagnósticos de época importantes, de historiadores e filósofos, por exemplo, ainda encontram ressonância na opinião pública, mas, infelizmente, a estrutura e a segmentação da pesquisa nesse campo do conhecimento não tem mais nada de interessante a oferecer. A sociologia tradicional não sinaliza mais para a frente.

FOLHA – Depois de muitos anos de pesquisa de campo em laboratórios como uma etnógrafa da ciência, como se diferenciam as culturas científicas diante do papel do indivíduo?
CETINA – A biologia molecular, que acompanhei por muitos anos, é uma ciência “de bancada”, na qual, por regra, poucos pesquisadores trabalham juntos, na qual também se produz e publica em coletivo, mas não em ordem alfabética. O papel do pesquisador individual ainda permanece importante. 
Isso leva, como sabemos, a conflitos em torno de autoria e quem está em que posição na publicação. A física de altas energias procura, em contrapartida, liberar a cooperação, na qual é o conjunto que está no ponto central. O fio condutor não é mais a carreira, mas o resultado cientifico. O acelerador é o elemento dominante, pois ele somente pode ser construído e avaliado por muitos.

FOLHA – Seria a natureza mesma do projeto incompatível com um novo “insight” individual que poderia mudar tudo de forma imprevisível?
CETINA – É bem mais provável, no caso do Cern, que a pesquisa em equipe deva produzir excelentes resultados empíricos. Muitos pesquisadores em sociologia e nas humanidades, de maneira geral, produzem resultados parciais, fragmentados, que não se agregam dentro de um sistema numa perspectiva cumulativa -não porque a natureza do social seja fragmentada, mas porque nossa maneira de conduzir pesquisas, nossas convenções de pesquisa, não se agregam.
Em muitas ciências empíricas devemos investigar no processo cooperativo -já que na natureza todas as partes de uma sistema se interrelacionam- ou todo o sistema ou saber qual é, realmente, a parte central desse sistema que deve ser isolada e destacada. Esse reducionismo experimental não pode ser levado a cabo na ciência social por motivos éticos, por se tratar de pessoas em sua integridade, que não podemos reduzir a células de cultura. Para tanto, seria necessário muito mais cooperação e pesquisa.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0205201004.htm

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Um portal sobre mudanças climáticas.

A Agência de Notícia dos Direitos da Infância (Andi) em conjunto com a Embaixada do Reino Unido no Brasil e o Conselho Britânico estão lançando o portal de Mudanças Climáticas.

http://www.mudancasclimaticas.andi.org.br

O port reúne tópicos como “Conceitos e definições”, “A agenda do clima”, “Busca de alternativas”, “Ciência do clima”, “Causas, impactos, soluções”, “Críticas e contrapontos”, “Políticas públicas” e “Clima e imprensa”.

A iniciativa pretende oferecer material exclusivamente focado no tema, sempre atualizado e em português. Segundo os organizadores, o objetivo é enriquecer e facilitar a cobertura do tema pela imprensa, além de divulgar pesquisas e trabalhos tanto acadêmicos quanto de outros níveis de ensino.

Fonte: Agencia FAPESP

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