Jovens apresentam soluções para os problemas do dia a dia

FEBRACE 2015 começa na próxima terça-feira (17/3), São Paulo,

com 332 projetos de estudantes pré-universitários de todo o país.

Eles não têm pós-graduação, tampouco diploma de graduação, mas já são capazes de apresentar soluções para problemas concretos da sociedade. Na 13ª edição da FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), que acontece de 17 a 19 de março, das 14h às 19h, nas dependências da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), estarão expostos 332 projetos desenvolvidos por estudantes pré-universitários de 26 estados brasileiros. A entrada é franca e são esperados mais de 10 mil visitantes.

A FEBRACE (www.febrace.org.br) tem o apoio institucional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério da Educação (MEC), CNPq, CAPES e UNESCO, e o patrocínio da Intel do Brasil, Instituto Votorantim e Petrobras. São instituições e empresas que apostam no incentivo à criatividade, à inovação e ao desenvolvimento de jovens talentos. Confira abaixo os projetos de destaque.

 

Pulseira antisequestro – Atento à quantidade de sequestros na saída das escolas na cidade do Rio de Janeiro, o jovem Adonias Sampaio, do Instituto Nossa Senhora da Glória, criou uma pulseira escolar com sistema de RFID (Radio Frequency Identification). O sistema funciona da seguinte maneira: para pegar a criança na escola, um dos responsáveis deve portar um cartão que é linkado à pulseira. Caso a criança saia da escola desacompanhada do responsável, a pulseira emite um aviso no celular dos pais. O dispositivo está sendo testado numa turma com 20 alunos, entre 8 e 10 anos, da mesma escola onde foi desenvolvido o projeto.

Sensor antiesquecimento – O Brasil registra, todo ano, entre 40 e 50 casos de crianças esquecidas dentro de veículos. Boa parte resulta na morte dos menores. Comovida com a situação, a estudante Camila Godim Pacheco, do Instituto Nossa Senhora da Glória (RJ), inventou um dispositivo que avisa quando há uma criança sozinha no carro. A base são sensores de peso acoplados ao banco do motorista, à cadeirinha da criança e às portas do veículo. “Caso os sensores registrem a saída do motorista e o fechamento das portas, mas não acusem a saída da criança, um aviso sonoro começa a soar no carro e, após 2 minutos, um aviso aparece também no celular dos responsáveis pela criança”, explica o professor Leonardo Oliveira, que orientou o projeto. O dispositivo já foi testado e está sendo usado por cinco pessoas em Macaé (RJ).

Agricultura residencial sustentável – Três alunas do Colégio Casulo, de Rio das Ostras (RJ), criaram um aplicativo para celular com métodos, técnicas e dicas para quem quer plantar em casa. Como cultivar nas janelas, em espaços verticais, e até no teto, quais as melhores formas de irrigação etc. Em um segundo momento, Rebeca Boschoski, Sophia Saraiva e Letícia Bruczenitski criaram produtos para facilitar a vida do agricultor residencial: uma floreira adaptável às janelas, um sistema de irrigação usando garrafas e copos plásticos… “O aplicativo já tem 1.500 acessos até agora, e está na Google Play Store. O projeto já ganhou até patrocínio – da própria escola, de um curso de inglês e de uma loja de tatoos”, comemora o orientador das meninas, Leonardo Veloso Ferreira de Oliveira.

Sistema antiafogamento – Casas com piscina e estabelecimentos como clubes e afins podem se beneficiar muito com o projeto de Thyago Paiva da Cunha, da Escola Técnica Rezende Rammel, da cidade do Rio de Janeiro. Trata-se de um dispositivo eletrônico que deve ser colocado na piscina quando ela não estiver em uso e que identifica quando algo cai dentro d’água. O aparelho, que funciona à bateria, tem um sensor cuja base é um sistema de microchaves sensíveis ao movimento da lâmina d’água. Quando a água se movimenta, imediatamente soa um alarme, e uma mensagem é enviada para o celular do responsável pela piscina. “O dispositivo detecta tudo o que cai na água, seja um tronco de árvore ou uma criança”, resume o orientador do projeto, Everton Salomão Portella.

Cadeira de roda smart – Pensando na dificuldade que um cadeirante enfrenta ao fazer o supermercado, quando tem de alcançar um produto que está disposto em uma prateleira alta, os alunos Jonathan Jorge Freitas Parmiere e Raphael Gurgel Fontes, que cursam mecatrônica da Escola Técnica Rezende Rammel (RJ), bolaram um sistema eletromecânico que eleva o assento da cadeira de rodas. O sistema é baseado em um macaco elétrico alimentado por uma bateria automotiva (12V/40Ah). Este protótipo pode elevar uma pessoa de até 120 kg e o custo para instalar o sistema de elevação em uma cadeira de rodas é de aproximadamente R$ 800,00 de material. “O princípio é o mesmo de um macaco de carro, e o efeito é parecido com o da cadeira do dentista, que sobe e desce. Basta apertar um botão”, explica o orientador do projeto, Everton Salomão Portella. O melhor é que o sistema pode ser adaptado a qualquer cadeira de rodas.

Etiqueta termo sensível – A estudante Pietra Berticelli Malanski, do terceiro ano do ensino médio do Sesc São José – Grupo Bom Jesus, de Curitiba (PR) desenvolveu uma etiqueta que indica aos consumidores se os produtos congelados e resfriados sofreram processo de descongelamento durante o transporte entre a fábrica e o ponto de venda. Se submetida a uma temperatura maior que a permitida, a etiqueta termossensível coloidal muda sua forma original, indicando, dessa maneira, que o produto foi mantido sob uma temperatura inadequada, o que pode estraga-lo e causar intoxicação alimentar. A etiqueta é feita a base de emulsificante para sorvete, água e liga neutra, e foi testada em dias com diferentes temperaturas, dias quentes, frios e amenos, para comprovar a eficácia do protótipo. Pietra utilizou só produtos comestíveis para não contaminar os alimentos. Na FEBRACE, ela fará simulações para demonstrar o funcionamento da tecnologia, além de um vídeo que mostra o sistema em ação, em condições reais.

Redutor de bactérias – O aluno João Marcos Brandet, do terceiro ano do ensino médio do Colégio Londrinense, de Londrina (PR), desenvolveu um recipiente utilizando barricas – um tipo de embalagem de massa corrida, feita à base de papelão, que tem função antibactericida. Nos testes feitos com frutas (laranja, banana e maçã), ele atestou uma redução de 70% no crescimento de micro-organismos quando comparado com as frutas não armazenadas. No estande da FEBRACE, ele ensinará como fazer a embalagem, que é esterilizada, recoberta com um metal fino galvanizado e forrada com papel alumínio para manter a temperatura e facilitar a limpeza. Dentro da embalagem vai uma porção de cravos da índia, o elemento responsável pela redução do crescimento de micro-organismos. João Marcos está produzindo um vídeo com o passo a passo da produção da embalagem.

Manta térmica automática – Alunos da Escola Técnica de Eletrônica “Francisco Moreira da Costa”, de Santa Rita do Sapucaí (MG), desenvolveram uma manta térmica que mantém a temperatura do corpo em 36o Celsius. O controle é feito por um sensor, que identifica a temperatura do corpo e regula a da manta automaticamente.

Robôs multitarefas – A escola estadual Professora Elza Facca Martins Bonilha, da cidade de Campo Limpo Paulista (SP), levará para a FEBRACE dois protótipos de robôs multitarefas para exibições. Numa delas, os robôs lutam entre si, e na outra se movem por um circuito coletando objetos. O robô Ares é preparado para lutar sumo. Ele foi projetado para localizar o robô oponente e lutar contra ele. Apesar de ser de pequeno porte (20 cm de altura por 25 cm de largura), o robô foi projetado para atuar em operações de alto risco, como localização e resgate de vítimas. O protótipo também pode mapear o ambiente e auxiliar cadeirantes, por exemplo, pegando remédios e outros tipos de objetos pequenos. Os robôs foram completamente projetados e montados pelos alunos e são de baixo custo – cerca de R$ 250,00 – se comparado ao preço de kits de montagem de robôs vendidos comercialmente. Os alunos desenvolveram toda a programação, o layout, as garras, motores, sensores etc.

Outros destaques:     

– Central de controle de estufas agrícolas de baixo custo

– Destilação de águas cinzas, negras e salobras por aquecimento solar utilizando lentes convergentes

– Wiseyes – aplicativo Android para linguagem de libras

– Controlador de velocidade automático para veículos

– Reservatório de madeira tratada para captação de água da chuva

– Biodigestor portátil:

– Análise dos impactos das redes wi-fi na germinação do feijão

– Resíduos do buriti transformados em ração para suínos e carvão ativado

Atendimento à imprensa:

– Entrevistas e outras solicitações: Érika Coradin (erika@academica.jor.br) pelos telefones (11) 5549-1863 / 5081-5237 / 99185-9557 ou com Elena Saggio (elena@lsi.usp.br) e Ana Beatriz Passaretti (anabia.passaretti@gmail.com) pelo telefone (11) 3091-5676.

Atenção: no dia 17/03, das 9 às 12 horas, os jornalistas terão acesso exclusivo à tenda do evento para que possam conduzir suas reportagens com mais calma. Assessores de imprensa estarão à disposição para ajudá-los durante o evento.

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1 comentário

Arquivado em Feiras de Ciência

Uma resposta para “Jovens apresentam soluções para os problemas do dia a dia

  1. Ana Paula

    Gostaria que olhassem com carinho o projeto O Serviço social no espaço escolar: humanizado para aprender mais. SOC 215
    São meninas guerreiras de apenas 13 e 14 anos e que buscam ajudar equipes escolares, com a tarefa difícil que é a indisciplina que semana passada foi matéria do Fantástico.

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