Escola Politécnica da USP e 3M lançam Programa de Formação de Professores na Pratica das Ciências

Inscrições abertas para professores da região de Campinas vão até dia 12 de março

O Programa de Formação para a Prática das Ciências, lançado no último dia 26 de fevereiro, integra o Desafio de Inovação Instituto 3M, que tem como principal objetivo a formação de professores para a prática das ciências e a orientação de projetos investigativos realizado por estudantes da educação básica.

O programa é dirigido aos professores da educação básica e técnica da região de Campinas e as inscrições podem ser feitas até o dia 12 de março pelo site www.febrace.org.br/desafiodeinovacao3m.

O objetivo principal é abordar a questão da investigação científica, seus métodos e materiais, fontes de consulta e apresentação de resultados, propiciando a vivência da investigação científica por meio de práticas, e estimulando o professor a propagar esta vivência com seus alunos.

Com disponibilidade de 100 vagas na modalidade semipresencial, os objetivos do curso são basicamente fornecer ferramentas para auxiliar o professor na sua prática de desenvolvimento de projetos científicos e prepara-lo para apresentações de projetos em feiras de ciências.

As atividades presenciais estão divididas em nove interações, sendo uma delas a participação na II Mostra de Ciências e Tecnologia do Instituto 3M.

Os momentos de educação à distância do curso oferecem uma ampla autonomia e flexibilidade de estudos aos cursistas, facilitando a ordenação e conciliação de suas atividades profissionais com a necessidade constante de formação.

O Programa ainda conta com professores tutores, para orientar e auxiliar os cursistas durante suas atividades à distância. A avaliação e certificação serão feitas pela FEBRACE e pela 3M.

O Desafio de Inovação Instituto 3M é uma iniciativa do Instituto 3M e da Escola Politécnica da USP, por meio do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI).

Sobre os apoiadores

3M

A 3M é uma companhia de tecnologia diversificada, presente em mais de 200 países, sendo a 3M do Brasil a 4ª maior subsidiária da empresa, tendo em 2012, registrado faturamento bruto de R$ 2,9 bilhões, desse total 70% são produtos fabricados em nosso país. Uma das prioridades da empresa é contribuir para o desenvolvimento da sociedade e atender prioritariamente pessoas de comunidades próximas às suas unidades através de iniciativas executadas por ela própria ou apoiando outras por meio, principalmente, do Instituto 3M.

Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola da Politécnica USP

O Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) foi fundado pelo Prof. Dr. João Antônio Zuffo em 1975, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, e tem suas atividades de pesquisa e desenvolvimento centradas em sistemas computacionais integrados. Pioneiro em muitas áreas de pesquisa, o LSI tem forte parceria com a indústria e intensa cooperação com instituições estrangeiras.

As atividades do Laboratório envolvem pesquisa e desenvolvimento nas áreas de Saúde Digital, Sistemas de Visualização Interativa, Tecnologias Assistivas e de Reabilitação, Tecnologias para a Educação, Sistemas Computacionais Integrados, TV Digital, Microeletrônica e Microfabricação, entre outros.

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Jovens talentos apresentam 331 projetos na FEBRACE 2014

Maior mostra de Ciências e Engenharia do Brasil,
será realizada
de 18 a 20 de março, na Poli/USP, em São Paulo.

 

A 12ª edição da FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), que acontece de 18 a 20 de março, em São Paulo, nas dependências da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), contará com 331 projetos desenvolvidos por estudantes de escolas públicas e privadas do ensino fundamental (8ª e 9ª anos), médio e técnico de todo o País. Os projetos, que oferecem soluções alternativas – muitas vezes inovadoras – para problemas da sociedade, serão avaliados por uma comissão julgadora. Durante o evento, o público também poderá eleger o projeto mais popular, postando seu voto no site da FEBRACE (www.febrace.org.br).

Os autores dos melhores trabalhos ganharão troféus, medalhas, bolsas e estágios, num total aproximado 200 prêmios. Também estarão concorrendo a uma das nove vagas para representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel ISEF), que será realizada de 11 a 16 de maio, em Los Angeles (EUA). O Brasil já acumula 34 premiações nesta feira.

Os 331 projetos finalistas desta edição foram selecionados entre mais de 1.800 trabalhos submetidos diretamente pelos estudantes ou indicados por uma das 75 feiras afiliadas. Um colete salva-vidas com GPS, um bafômetro com controle de ignição em veículos e um teclado em braile maleável para ser sobreposto no teclado convencional são alguns dos projetos em destaque.

Promovida anualmente pela Escola Politécnica da USP, por meio do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI), a FEBRACE é a maior feira brasileira pré-universitária de Ciências e Engenharia. Seu objetivo é despertar nos jovens o interesse pela ciência, estimulando a criatividade, a inovação e o empreendedorismo. Somente em 2013 a mostra envolveu mais de 24.500 alunos de todos os estados brasileiros no desenvolvimento de projetos investigativos. Os estudantes saem da FEBRACE com uma experiência extremamente positiva, acreditando no seu potencial e com mais perspectivas de uma carreira acadêmica e profissional.

 

Serviço:

A mostra pública de projetos da FEBRACE 2014 será realizada de 18 a 20 de março, das 14h às 19h, em uma tenda com 2,2 mil m² instalada no estacionamento da Escola Politécnica da USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, nº 3, travessa 3, Cidade Universitária). A entrada é franca. Mais informações: www.febrace.org.br.

 

Atendimento à imprensa:

- Entrevistas e outras solicitações: Érika Coradin (erika@academica.jor.br) pelos telefones (11) 5549-1863 / 5081-5237 / 99185-9557 ou com Elena Saggio (elena@lsi.usp.br) e Ana Beatriz Passaretti (anabia.passaretti@gmail.com) pelo telefone (11) 3091-5676.

Atenção: no dia 18/03, das 9 às 12 horas, os jornalistas terão acesso exclusivo à tenda do evento para que possam conduzir suas reportagens com mais calma. Assessores de imprensa estarão à disposição para ajudá-los durante o evento. 

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A ciência para superar desigualdades

Para o Brasil avançar, é necessário ter a coragem de rever políticas inadequadas. Ter uma visão política mais pública e menos particular

O Rio de Janeiro sediou nesta semana o sexto Fórum Mundial de Ciência (FMC), evento que reuniu 800 pessoas de todo o mundo.

O tema, Ciência para o Desenvolvimento Sustentável, gerou apresentações e debates acalorados que, se pudessem ser resumidos em uma frase, esta seria: a grande preocupação atual é gerar conhecimento que sirva para resolver ou minimizar os efeitos dos problemas globais que a humanidade vivencia, além de convencer governantes e sociedade de que sem ciência não haverá desenvolvimento sustentável.

Se pensarmos na representação da ciência e dos cientistas há poucas décadas, vamos observar que uma mudança de rota vem se desenhando, sobretudo a partir das constatações referentes às alterações que o crescimento populacional e as ações antropogênicas causam ao ambiente global.

As mudanças climáticas e o consequente aumento de desastres naturais, as demandas por alimentação, energia e água, as desigualdades sociais e a pobreza requerem que cientistas assumam a responsabilidade por alertar e orientar governos e pessoas sobre os instrumentos que a ciência oferece para a mitigação dos problemas globais.

A declaração do sexto FMC destaca as questões principais nas quais a ciência e os cientistas devem atuar para contribuir com a melhoria da qualidade de vida. São elas: a cooperação científica internacional e ações nacionais coordenadas, infraestrutura para a pesquisa e acesso às fontes sobre conhecimentos estratégicos para o desenvolvimento sustentável; a educação para diminuir as desigualdades e promover a ciência e a inovação; a responsabilidade ética; a melhoria do diálogo com a sociedade e o setor produtivo em questões ligadas à sustentabilidade; e mecanismos sustentáveis para o financiamento.

O tema do fórum resultou de uma extensa agenda de debates, trabalhos e propostas apresentados durante os encontros anteriores, que tiveram origem na Conferência Mundial de Ciência, organizada pela Unesco em Budapeste em 1999. Desde 2003, o evento passou a ser realizado a cada dois anos naquela cidade, sob os auspícios da Unesco.

O fato de o Brasil ser escolhido para realizar pela primeira vez o FMC fora da Hungria, e organizado pela Academia Brasileira de Ciência, com a participação de entidades como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, significa que nossa ciência atingiu a maturidade e conquistou credibilidade.

Contudo, apesar da colocação entre as oito maiores economias do mundo, o Brasil é o quarto país com maior desigualdade da América Latina. A nossa educação vai mal. Os dados do Enem demonstram que o desempenho em ciências vem caindo, o que é preocupante.

Se o Brasil quiser ocupar um lugar de destaque na economia mundial e deixar de ser um país que vende commodities, terá que investir pesado em educação e ciência. Recursos financeiros são fundamentais, mas não são tudo.

É necessário ter a coragem de rever políticas inadequadas. Ter uma visão política mais pública e menos particular. Isso nos mostrou claramente o sexto FMC, e sobre essas questões devemos refletir e agir.

HELENA B. NADER, 66, professora titular de medicina na Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), é presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

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Levando jovens cientistas para o público de massa? Quadro “Jovens Inventores” do Caldeirão do Huck.

O programa de auditório da Rede Globo Caldeirão do Huck começou recentemente a exibir um novo quadro denominado “Jovens Inventores”, mostrando as histórias e os projetos de jovens cientistas de todo o país. As 3 primeiras semanas do quadro incluíram a participação de jovens que participaram da FEBRACE e da MOP.

A semana de estréia do quadro em 23/11, o programa destacou a pesquisa de Letícia Vinhal Pereira, Matheus Pains Soares Santana e Welles Júnior de Oliveira de Patos de Minas de Minas Gerais que participaram da FEBRACE 2013, com esta pesquisa, então entitulada “O incrível quiabo – na medicina ele ganhou superpoderes”:

‘Inventores’: quadro estreia no Caldeirão do Huck e premia boas ideias pelo Brasil

Imagem

A segunda semana (30/11) o quadro destacou a pesquisa realizada pelos estudantes Antonio Tôrres Geracino, Francisco Jociel de F. Fernandes e Huguenberg de Oliveira Santos de Apodi, Rio Grande do Norte, entitulado “Uso de Cera de Abelha no Revestimento de Frutos” na FEBRACE 2013,  onde foram premiados com o Primeiro Lugar em Ciências Agrárias e também reconhecidos com o Primeiro Lugar em Empreendedorismo:

Inventores do Rio Grande do Norte criam cera que conserva frutas

cera

Neste mais recente final de semana, no terceiro episódio deste quadro, o programa destacou o projeto SISMAR  - Sistema Integrado a Sensores de Monitoramento de Áreas de Risco de Isaias P. Campos Júniior, participante das MOP 2012 e 2013, bem como de diversas edições da FEBRACE.

Alarme que alerta sobre desabamentos é premiado no Caldeirão

Parte 2 e Parte 3 do quadro com Isaias.

sismar

Apesar da definição “Inventores” parecer reducionista para definir jovens que estão trabalhando com pesquisa e desenvolvimento de projetos seguindo o método científico ou o método de engenharia, é ao mesmo tempo gratificante ver o público em massa reconhecer neles exemplos a serem seguidos. Como é comum em nossos discursos, o “Brasil não é só feito de samba e futebol, mas também podemos fazer ciências e engenharia”, com jovens precisam receber mais estímulo e valor.

As próximas semanas, o quadro continuará a destacar outros personagens, incluindo outros participantes da MOP e da FEBRACE, não deixe de conferir e se você acha que é uma iniciativa válida, não deixe de escrever a produção do programa e a Rede Globo que você quer ver mais iniciativas como esta.

Paralelamente continuaremos nos nossos esforços de descobrir jovens talentos em todos o país. Você pode também nos ajudar a espalhar isto. Confira:

MOP 2013 divulga os finalistas premiados.

O Comitê de Seleção da FEBRACE estará se reunindo nos próximos dias para definir os finalistas participando pela submissão direta, que se juntarão aos finalistas já selecionados pelas Feiras Afiliadas da FEBRACE para participarem como os Finalistas da FEBRACE 2014. A FEBRACE divulgará a relação de finalistas que participarão da Mostra de Finalistas em Março de 2014 no dia 18/12 no site oficial da FEBRACE: www.febrace.org.br

Não sabe por onde começar, não deixe de conferir a nova ferramenta lançada pela FEBRACE em parceria com a Intel do Brasil a plataforma de Aprendizagem Interativa em Ciências e Engenharia – APICE, lançado oficialmente alguns dias atrás, de uso gratuito: http://apice.febrace.org.br/

E para recapitular, confira abaixo (e compartilhe) o vídeo resumo de 11 anos da FEBRACE – Feira Brasileira de Ciências e Engenharia. Isto vai muito além de uma feira de ciências, é um programa continuo:

 

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“Fica aqui, o aprendizado para nunca desistir de uma idéia, mesmo que seja tida como absurda!” – Dica de Lucas Trambaiolli.

Lucas Trambaiolli foi finalista da FEBRACE 2006 e 2007,  atualmente estudante da UFABC e desenvolve uma pesquisa com inteligência artificial relacionada a diagnóstico clínico, com colaboração do Centro de Referência em Distúrbios Cognitivos do Hospital das Clínicas. (Conheça um pouco sobre sua linha de pesquisa).

Segue a mensagem abaixo, com um dica valiosa do Lucas.

Lucas Trambaiolli - 2007 / Atualidade

Lucas Trambaiolli de 2007 aos dias atuais.

 

Em 2006/07,  eu tinha 17 anos, conhecimento limitado, mas vontade de fazer ciência!

Propus um projeto de estimulação do córtex visual com corrente alternada, que foi prontamente negado por quem ouviu a proposta, pois: “com certeza não funcionaria sem trazer riscos aos participantes”… Acabei desistindo da idéia!

Passados alguns anos, vejo grupos importantes publicando trabalhos usando este conceito:

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23813466

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23478342

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22124032

Fica aqui, o aprendizado para nunca desistir de uma idéia, mesmo que seja tida como absurda!

Você encontra o resumo do projeto apresentado pelo Lucas em 2007  nos Anais da FEBRACE 2007. Lucas esteve entre os finalistas selecionados pela FEBRACE para representar o Brasil na Intel ISEF 2006 (Indianapolis) e 2007 (Albuquerque).

Lucas Trambaiolli é autor do livro infantil A GUERRA DAS CORES, publicado pela Editora Uirapuru.

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Quin Etnyre com apenas 12 anos e professor?

A revista Popular Science publicou em sua edição de Setembro de 2013, a história do jovem Quin Etnyre.  Vale a pena conferir a matéria na íntegra (em inglês) disponível no site da revista.

De forma resumida, o jovem descobriu aos 11 anos a plataforma Arduído como uma solução para criação e programação com muito mais opções de libertadade do que outras plataformas. Agora, com 12 anos ele acumula uma série de funções, como a de professor instruindo pessoas muito mais velhas que ele no uso do Arduíno, empresário com a criação de sua empresa Qtechknow que permite a ela comercializar o kit de sensores que ele desenvolveu e um catalisador de mudanças em sua comunidade.

A matéria também menciona outros jovens de grande potencial como Sylvia Todd também de 12 anos, que possui um canal no Youtube, onde ela ensina seu público projetos variados que podem ser desenvolvidos em casa:  http://www.youtube.com/user/SuperAwesomeSylvia

Quin conduzindo um de seus cursos regulares. Fonte: Popular Science, Set/2013

 

 

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Professor Sergio Rezende é premiado pela Fundação Conrado Wessel.

O Prêmio FCW é anual e reconhece a personalidade ou entidade de maior destaque nos campos de Ciência, Medicina e Cultura do país.  Professor Sérgio Resende é o premiado na categoria Ciência por indicação da UFPE.

A Fundação Conrado Wessel (FCW) foi criada em 1994, após o falecimento do fotógrafo Ubaldo Augusto Conrado Wessel, que explicitou em testamento seu desejo de criar uma fundação voltada para a filantropia, o fomento e apoio às atividades culturais, artísticas e científicas no Brasil. A Fundação distribui, anualmente, desde 2003, mais de R$ 1,2 milhão em prêmios, por meio do Prêmio FCW de Arte, Ciência e Cultura. 

Alguns detalhes adicionais sobre o prêmio podem ser encontrados aqui.

Confira abaixo um breve depoimento de Sérgio Resende concendido 2010, na ocasião como Ministro de Ciência e Tecnologia (o depoimetno começa na marca dos 4 minutos e 11 segundos:

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